segunda-feira, 22 de junho de 2009

Ser ou não ser diplomado, eis a questão



Um dos assuntos que não poderiam faltar em nosso bate-papo é a recente queda da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. A medida foi tomada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no último dia 17/06, por 8 votos a 1.

O relator do caso e presidente do Tribunal, Gilmar Mendes, alegou em sua defesa para o veto ao diploma que "A profissão de jornalista não oferece perigo de dano à coletividade tais como medicina, engenharia, advocacia, nesse sentido por não implicar tais riscos não poderia exigir um diploma para exercer a profissão".

Chego em casa e me sinto um idiota ao olhar para meu diploma pendurado na parede do quarto, já que, segundo o STF, os 4 anos que passei na universidade desenvolvendo censo crítico, aprendendo técnicas de jornalismo, entendendo que a profissão é tão importante para o país que pode até ser considerada o quarto poder, não valeram de nada.

Apesar de toda indignação fico muito tranquilo, sinto que os 4 anos que passei na faculdade me deram subsídios para o desenvolvimento de uma comunicação ética e responsável. Infelizmente algumas pessoas neste país não conhecem estas duas palavras.

Muito se falou que a exigência do diploma para o jornalista ia de encontro com a liberdade de expressão vigente em nossa constituição. T
ambém alegaram que notícias ou artigos sofrem prejuízos por serem produzidos por um jornalista "especialista" em jornalismo, quando na verdade poderiam ficar mais "completos" se fossem produzidos por "especialistas" em outras áreas, como Medicina, Biologia, Direito, etc..

Aprendi que o jornalista não é dono da notícia, logo, não entendo o por que da necessidade de um "especialista" ou profissional "completo" para o melhor entendimento do assunto. Quando se encara a profissão com responsabilidade e ética, o jornalista ouve todas as partes envolvidas no assunto e transcreve a notícia ou artigo conforme o entendimento do que foi relatado pelos entrevistados, desta forma não haverá prejuízos para o leitor pois ele terá acesso à informação conforme dito pelos especialistas, porém transcrito pelo profissional que possui as técnicas necessárias para o relato.

Termino este post com uma reflexão retirada do blog papo de pao duro, do Jornalista Gustavo Nagib, acerca do assunto:
"Antes não tivesse estudado nada! Poderia ser Jornalista sem diploma. Ou, quem sabe, presidente!"

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